Vida de Cão na América

Somos apaixonados por nossos animais de estimação e muitos que nãos os têm, também gostam.

A minha cachorrinha, vocês já sabem, chama-se Angel e com ela já estive em São Paulo, Miami e Nova York.

Em São Paulo ela pouco chamou a atenção das pessoas na rua ou em casa de amigos ou conhecidos. Em visita a essas casas, eu sempre levava a sacolinha/gaiola, para ela dormir enquanto eu interagia com as pessoas.

Angel sempre foi muito obediente e na sacola, sempre fica quietinha e dorme.

No Brasil não a levei a lugares públicos, pois poucos permitem.

Na porta do hotel no Brasil e com a sacolinha para ela dormir na casa de amigos e conhecidos.

Agora, nos Estados Unidos, a conversa muda, totalmente.

Penso que pela quantidade enorme de pessoas que têm animais de estimação, todos tratam os bichinhos como se fossem nossos filhos.

Os que curtem os animais, não apenas gostam, eles os amam e esse carinho quebra o gelo de qualquer primeiro encontro entre pessoas desconhecidas, seja esse encontro no elevador, na rua, restaurantes, supermercados, shoppings, aeroportos, etc.

Sempre me param para conversar, para fazer carinho na Angel, não sem antes pedir autorização: “Can I pet?”, uma maneira formal de saber se pode fazer um carinho. Depois querem saber sobre dela e em seguida narrar suas histórias. Logo cria-se um vínculo de amizade afetivo, onde pessoas que nunca se viram antes, começam a contar fatos alegres ou tristes de suas vidas em relação a seu animal de estimação.

Além de existir um acolhimento e respeito muito grande nos lugares públicos permitidos, a você e o animal, existe também a proteção da lei.

Animais como a Angel, que têm credencial de “emocional support dog”, os restaurantes, hotéis, shoppings e condomínios, são obrigados a aceitar sua presença.

 

Angel no supermercado

Ao viajar, cheque os hotéis que são “pet-friendly” e seu animal será super bem-vindo.

Angel no balcão do check in the um hotel em Nova York

 

Nos restaurantes, alguns pedem a identidade, outros não, alguns permitem que entrem, mas dentro da sacolinha (nesses eu nem fico). Alguns pedem para ficar na parte de fora, outros não. Mas em todos os restaurantes, ela é bem-vinda.

Todos logo oferecem um pratinho com água para matar a sede do bichinho.

O Restaurante 900, perto da minha casa em Miami, onde vou muitas vezes, nunca me pediu credencial, ou para sentar fora. Um dos garçons me disse: “Aqui eles são sempre bem-vindos”. Claro que eles esperam que o dono saiba que o seu bichinho de estimação seja comportado e não fique incomodando os outros clientes do restaurante. A Angel é!

 

Angel no Restaurante 900 em Miami

Outro dia, estava passeando no Aventura Mall, passei em frente ao cinema e vi que estava na hora de um filme que queria assistir. Cheguei na bilheteria, não acabei de formular a pergunta e a atendente já logo começou a fazer festa para Angel.

Perguntei: Ela pode entrar? E ela sorridente disse: Claro que sim. Nem me perguntou se era um “service dog”. Entramos e assisti o filme, a Angel acho que não gostou muito, pois dormiu o tempo todo.

Angel no cinema

Aliás, é o que ela faz quando viajamos de avião, entra e dorme a viagem toda.

Como é um “supporte emocional dog”, ela não paga passagem e pode ir no meu colo.

Todos no avião fazem festa para ela.

Um dia, um comissário de bordo me disse:

“Ela se comporta melhor do que muita criança”.

No duty-free do aeroporto de Miami

 

No avião antes do embarque

Agora, em Nova York, morando há uma quadra do Central Park, Angel e eu faremos muitos amigos, pois o parque é cheio de cachorros e de pessoas que os amam.

Central Park Nova York

Tip: É sempre bom levar uma sacola de tecido, xale ou cobertor para apoiar o pet nos assentos dos lugares públicos. Em alguns restaurantes tem que ficar no colo ou no chão.

YG

 

4 comments on “Vida de Cão na América”

  1. Claudia Nunes disse:

    Que linda essa materia, e muito exclarecedora, adorei. um beijo minha querida amiga.

    Clau

    1. Yara disse:

      Beijos querida!!!

  2. Sheyla Krywoj disse:

    Adorei!!!! Eles são literalmente como nossos filhos e aqui nos EUA são livres para serem tratados e amados como tal. Reforçando o fato de que eles levam o exemplo de um amor incondicional, lealdade e alegria por onde passam. Um bju na lindeza da Angel e outro pra você!!!

    1. Yara disse:

      Isso mesmo Sheila, delicia de amor incondicional! Beijos meu e da Angel pra voce. 😉

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